Hoje experimentei o impensável: tirei os fones de ouvido em todo o trajeto de ida para e de volta da faculdade. Experimentei ouvir os barulhos à volta, realmente viver aquela experiência. Nem ler eu li. E, mais importante do que tudo, calei as vozes que falavam na minha cabeça, entrando pelos ouvidos ou pelos olhos. Hoje experimentei não pensar em nada, e, assim, estar apta a pensar o que surgisse de mim. Só de mim.
Estamos tão habituados a pôr os pés fora de casa e já puxar o fone de ouvido da bolsa, a pegar o smartphone e ir teclando pelo caminho, lendo ou o que quer que seja, enfim, estamos nos mantendo ocupados o tempo todo, como se um minuto para não fazer coisa alguma fosse proibido. Como se já houvessem tantas fontes no mundo que não precisássemos pensar ou produzir por iniciativa própria.
Os fones de ouvido me estavam sufocando, falando mais do que eu falava a mim mesma. Hoje me senti livre, e o não pensar em nada específico me deu uma refrescada.
Hoje experimentei o impensável: tirei os fones de ouvido em todo o trajeto de ida para e de volta da faculdade. Experimentei ouvir os barulhos à volta, realmente viver aquela experiência. Nem ler eu li. E, mais importante do que tudo, calei as vozes que falavam na minha cabeça, entrando pelos ouvidos ou pelos olhos. Hoje experimentei não pensar em nada, e, assim, estar apta a pensar o que surgisse de mim. Só de mim.
Estamos tão habituados a pôr os pés fora de casa e já puxar o fone de ouvido da bolsa, a pegar o smartphone e ir teclando pelo caminho, lendo ou o que quer que seja, enfim, estamos nos mantendo ocupados o tempo todo, como se um minuto para não fazer coisa alguma fosse proibido. Como se já houvessem tantas fontes no mundo que não precisássemos pensar ou produzir por iniciativa própria.
Os fones de ouvido me estavam sufocando, falando mais do que eu falava a mim mesma. Hoje me senti livre, e o não pensar em nada específico me deu uma refrescada.
Sobre o PDT
O PDT está no ar desde 10/08/2010. Não é por ser amante do tédio, mas hierarquicamente superior a ele, por reinar sobre ele. É para mostrar ao mundo a que ponto chegou o meu Big Bang.
Autora
Meu nome é Letícia, tenho 19 anos e sou estudante do quarto período de Jornalismo. Gosto de ler, escrever e de assistir filmes e seriados até tarde da noite. Amo gatos, a Clarice Lispector, o Jorge Amado e o Gabriel García Marquez. Acredito que tudo na vida passa e que só algumas coisas durem pra sempre, mas, acima de tudo, eu acredito no amor.